A BETT Brasil 2026, realizada entre 5 e 8 de maio, em São Paulo, reafirmou seu papel como o principal encontro de inovação e tecnologia educacional da América Latina. Mais do que apresentar ferramentas e tendências, a feira funcionou como um retrato de uma educação que está se tornando, ao mesmo tempo, mais tecnológica e mais humana, mais conectada e mais colaborativa, mais aberta à inteligência artificial e mais consciente daquilo que nenhum recurso digital substitui.
Para quem acompanha de perto os desafios da educação financeira para crianças e adolescentes, como faz o FinanFun, a feira ofereceu reflexões valiosas. Mesmo sem ter esse tema como foco central, a BETT trouxe discussões que se conectam diretamente com autonomia, aprendizagem prática, participação da família, empreendedorismo e uso inteligente da tecnologia no processo de ensino.
Educação do futuro: tecnologia com propósito

Como era esperado em um cenário em que a inteligência artificial ocupa cada vez mais espaço no noticiário e nas conversas do dia a dia, a IA esteve entre os temas centrais da BETT 2026. O destaque, porém, não esteve apenas na existência da tecnologia, mas no modo como ela pode ser aplicada à educação de forma ética, pedagógica e intencional.
Esse ponto ajuda a reforçar uma ideia essencial: tecnologia, por si só, não educa. Ela pode ampliar possibilidades, apoiar professores, personalizar conteúdos e tornar processos mais eficientes. No entanto, o que realmente dá sentido à aprendizagem é o propósito com que ela é usada.
No universo do FinanFun, essa lógica faz todo sentido. A educação financeira para crianças e adolescentes também precisa ser mais do que explicação sobre dinheiro. Ela precisa ser concreta, conectada à realidade das famílias e capaz de gerar hábitos duradouros. E a inteligência artificial pode contribuir justamente nesse processo, desde que seja usada com critério, inteligência e foco em resultados reais.
O que a BETT 2026 ensina sobre aprender melhor
Ao longo da programação da feira, ficou evidente que a educação contemporânea não pode se limitar à transmissão de conteúdo. Ela precisa desenvolver competências como pensamento crítico, autonomia, colaboração, adaptação e capacidade de decisão.
Essas habilidades têm relação direta com a educação financeira.
Quando uma criança aprende a esperar, escolher, planejar e lidar com consequências, ela não está apenas aprendendo sobre dinheiro. Está desenvolvendo responsabilidade, maturidade e visão de futuro. Está sendo preparada para a vida.
Por isso, experiências como a BETT ajudam a ampliar a compreensão de que a educação financeira não deve ser tratada como um conteúdo isolado, mas como parte de uma formação mais ampla. Ensinar uma criança a lidar com recursos, desejos e prioridades é também ensinar sobre escolhas, limites e objetivos.
A ponte com o empreendedorismo
Outro aspecto que apareceu com força no evento foi a dimensão empreendedora da educação. Em ambientes mais inovadores, empreender não aparece apenas como abrir um negócio, mas como uma postura diante da vida: identificar problemas, pensar soluções, criar valor e agir com iniciativa.
Essa visão se conecta naturalmente à educação financeira.
Uma criança que aprende desde cedo a lidar com o próprio dinheiro, compreender o valor das coisas e planejar seus passos tende a desenvolver uma relação mais consciente com recursos e decisões. Mais do que isso, passa a perceber que pode participar ativamente da realidade ao seu redor, construir caminhos e transformar ideias em ação.
No FinanFun, esse entendimento é central. Educar financeiramente também é formar para o empreendedorismo, para a autonomia e para a responsabilidade.
Escola e família: a parceria que faz diferença
Um dos pontos mais relevantes observados na BETT 2026 foi a valorização da parceria entre escola e família. A aprendizagem se fortalece quando esses dois ambientes caminham juntos.
Isso é ainda mais verdadeiro quando o assunto é educação financeira infantojuvenil.
A escola contribui organizando conceitos, ampliando repertórios e estimulando novas formas de pensar. A família, por sua vez, reforça hábitos, oferece exemplo e transforma o aprendizado em prática cotidiana. Quando esses dois lados se conectam, a educação deixa de ser algo abstrato e passa a fazer parte da vida real.
Por isso, qualquer iniciativa voltada à formação de crianças e adolescentes para o futuro precisa considerar essa integração. A tecnologia pode apoiar esse processo, mas a base continua sendo o vínculo humano, o diálogo e a consistência.
A força da inteligência humana

Entre os momentos mais marcantes do evento esteve a palestra “A força da inteligência humana na educação”, com Leandro Karnal e Leo Chaves. A reflexão proposta pelo painel foi especialmente relevante em um momento em que a inteligência artificial ocupa espaço crescente nas discussões sobre ensino.
A mensagem central foi clara: a IA pode ser uma ferramenta importante, mas não substitui aquilo que é essencialmente humano. Professores, educadores e líderes continuam sendo peças centrais do processo educativo, porque ensinar exige presença, escuta, sensibilidade, discernimento e capacidade de dar sentido ao aprendizado.
E o próprio Leandro Karnal resumiu melhor do que qualquer ferramenta de IA poderia: “Professores são a maior tecnologia educacional.” E nós do FinanFun completamos: os pais também.

Essa ideia vai além da sala de aula. Quando um pai senta com o filho para falar sobre dinheiro, escolhas e consequências, está exercendo o papel mais poderoso que existe no desenvolvimento de uma criança: o de educador presente. Nenhuma inteligência artificial substitui isso.
O que o FinanFun leva da BETT — e o próximo passo

A BETT 2026 deixou uma mensagem clara: o futuro da educação não depende apenas de ferramentas, mas da capacidade de conectar pessoas, ideias e propósito. Isso reforça a convicção que o FinanFun carrega desde sua origem: educar é preparar para a vida.
Preparar para a vida vai muito além de transmitir informações. É ajudar crianças e adolescentes a compreenderem escolhas, responsabilidades, limites, possibilidades e sonhos — mostrando que o dinheiro faz parte da rotina, das relações e das decisões. É também usar a tecnologia de forma inteligente para tornar esse aprendizado acessível, prático e significativo.
A feira confirmou que esse futuro será cada vez mais integrado, digital e humano. Para nós, educação financeira precisa unir criatividade, inovação, escola e participação familiar.
No fim das contas, essa é a missão do FinanFun: unir tecnologia, educadores, escola e família para transformar crianças em cidadãos autônomos, conscientes e preparados para a vida real.











